Um dia na vida de um investigador MIES

terreno

O dia começou cedo para as investigadoras MIES que partiram de Lisboa, por volta das sete da manhã, rumo ao Alentejo. Vários foram os temas discutidos durante a viagem, houve tempo para consultar a lista de empreendedores a entrevistar, estudar o mapa de Beja e rever as perguntas do questionário a realizar. O som das conversas faz-se acompanhar pelo mudar da paisagem verdejante para planície ululante mais árida, tipicamente alentejana.

Estamos em plena fase III da Metodologia: Questionário Profundo às Iniciativas Selecionadas e há que estar no terreno para acompanhar de perto os empreendedores! A primeira iniciativa que visitámos envolve práticas agrícolas e tem como objetivo o cultivo de alimentos para valências e serviços da própria organização, outras instituições de cariz social e famílias carenciadas. Falámos com duas responsáveis da Horta Solidária da Santa Casa da Misericórdia de Beja, que são incansáveis ao responder à bateria de perguntas do questionário. Somos brindadas com uma visita à uma zona de cultivo onde os formandos deste projeto dão os primeiros passos no mundo da agricultura.

O sol já brilhava alto quando, depois de almoço, calcorreámos as ruas da capital do Baixo Alentejo para chegar à Biblioteca Municipal de Beja para falarmos sobre o festival Palavras Andarilhas. O local da entrevista está recheado de livros e luz natural. Abre-se o computador e preparam-se as perguntas do guião, mas cada empreendedor tem um discurso diferente. A pessoa que está à nossa frente tem um discurso que flui e sem se aperceber vai respondendo a perguntas que queríamos colocar mais à frente. Cabe ao investigador recolher esses preciosos soundbites e "arrumá-los" no documento!
Fala-se da história e nascimento de um festival cuja fama passou os limites da cidade espalhando-se por Portugal e o resto do mundo. O desafio e a paixão pelo desenrolar de cada edição do evento é patente na cara de quem vive os desafios de gerir uma iniciativa sem fins lucrativos.

A meio da tarde, terminada a segunda entrevista, o caminho leva-nos à parte histórica da cidade alentejana para visitar a Solidariedade Emigrante - uma organização que apoia cidadão estrangeiros a residir em Portugal. Somo recebidas pelas "estórias" de quem por aqui passou e que fazem a história da organização, um processo facilitado pelas perguntas do questionário, algumas destas abertas e com espaço para diferentes interpretações e outras objetivas para a medição de determinado parâmetro.

Em simultâneo, noutra localidade do distrito de Beja, Castro Verde, duas investigadoras da equipa MIES entrevistaram 6 outras iniciativas potencialmente de inovação e empreendedorismo social: Gabinete de Apoio à Família da Paróquia do Salvador de Beja, Inovação no Tratamento de Águas Residuais do Instituto Politécnico de Beja, Universidade Sénior Castrense, Viola Campaniça e Recursos Micológicos – Estratégia para o Desenvolvimento e Promoção da Fileira dos Recursos Micológicos do Baixo Alentejo (da ADPM).

O dia no terreno termina com a viagem de volta a Lisboa (feita de comboio). O cansaço dá lugar à reflexão sobre as iniciativas visitadas e os critérios necessários para que sejam consideradas iniciativas de inovação e empreendedorismo social, mas regressa-se com o espírito de missão cumprida.

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